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Cimento queimado

Cimento queimado:


Sozinho ou combinado com cerâmicas, ladrilho hidráulico, madeira ou pedras, o cimento queimado tornou-se uma opção de revestimento que alia despojamento e praticidade


Bastante comum nas casas mais antigas do interior, o cimento queimado voltou com tudo, em versão repaginada. Com aspecto despojado, o piso se tornou uma alternativa prática e econômica para construções de estilos variados. "A aplicação não se restringe mais às casas interioranas. Atualmente, arquitetos têm optado por este tipo de revestimento por sua aparência rústica e clean. Usando a criatividade, é possível compor novas combinações com materiais nobres, como pastilhas de vidro e de cerâmica ou ainda com madeira, lajota, ladrilho hidráulico e pedra portuguesa, para obter um efeito mais sofisticado", explica o engenheiro Arnaldo Battagin, responsável pelos laboratórios da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).
Uniformidade, possibilidade de um piso sem emendas, grande variedade de cores e baixo custo do material são algumas das vantagens apontadas pelo arquiteto Vinícius Ferreira, da REV Arquitetura. Entretanto, ele aponta como ponto fraco a possibilidade de trincas, caso a aplicação não seja bem executada. "Se a mão-de-obra não tiver experiência na execução de cimento queimado, o resultado pode ser frustrante", afirma. Em estilo rústico ou sofisticado, o importante é investir em alguns cuidados para conseguir um piso bem acabado, sem fissuras ou manchas. Segundo Battagin, para o bom resultado, é fundamental aliar um contrapiso bem executado, juntas de dilatação adequadas e contratação de mãode- obra qualificada.


Ele indica o material apenas para áreas internas, pois em contato com a água, a superfície lisa se torna bastante escorregadia. "Para áreas externas, recomenda-se o concreto desempenado", orienta.
Para manter o piso protegido, há algumas alternativas, como a aplicação de vernizes, ceras e hidrorrepelentes. A limpeza deve ser feita com pano úmido e sabão. Não use produtos químicos para evitar a corrosão do material.
Indispensável Na hora de aplicar o cimento queimado, não economize com mão-de-obra. O segredo da beleza do acabamento e da durabilidade está intimamente relacionado à instalação. Por isso, contrate profissionais qualificados, que conheçam o contrapiso correto para receber a mistura, e evitar possíveis fissuras. Segundo Battagin, o importante é que o contrapiso esteja o mais nivelado possível e com a superfície áspera, para que o revestimento tenha boa aderência.
O arquiteto Vinícius Ferreira destaca que para evitar o aparecimento de trincas, o ideal é prever juntas de dilatação no máximo a cada metro. "As juntas plásticas e metálicas são as mais recomendáveis e são encontradas em lojas de materiais para construção", afirma.
Outro problema comum no cimento queimado é o aparecimento de manchas. Para evitar este inconveniente, Vinícius informa que o pó utilizado para queimar o piso deve estar seco e bem misturado.





Sem trincas! O tecnocimento, considerado a evolução do cimento queimado, é uma nova tecnologia em piso cimentício que apresenta grande resistência, facilidade de aplicação e espessura de 2 mm. Segundo o gerente comercial Luís Carlos Brunieri, da NS Brasil - empresa que comercializa o produto - o grande diferencial é a inexistência de juntas de dilatação e a garantia de que o material não apresentará trincas e fissuras, desde que instalado sobre uma base adequada. Aplicado como um revestimento monolítico, não contrai ou dilata e é rico em fibras, o que o torna mais flexível.
"O tecnocimento apresenta o mesmo efeito visual do cimento queimado, porém a vantagem está na velocidade de aplicação e cura", explica. Se usado como piso, o tecnocimento é indicado apenas para áreas internas, no entanto sua formulação permite o uso em paredes, fachadas e nichos externos.
Portal Casa e Cia.

Os pisos mais indicados para o entorno

Escolher o material certo para a área ao redor da piscina é fundamental e garante a segurança dos banhistas. Conversamos com especialistas e apresentamos os preferidosTexto: Patrícia Julien


Pedras
Atérmicas, antiderrapantes, resistentes ao tempo, as pedras são os materiais mais usados nos entornos - a Goiás, a São Tomé e a mineira figuram entre as primeiras. "Com a pedra São Tomé conseguimos uma tonalidade quase branca, porém é a que tem custo mais elevado", destaca Beatriz. As pedras ainda têm as vantagens de permitir paginação diferenciada e apresentar fácil manutenção. Para evitar manchas o mais indicado é realizar impermeabilização com hidrofugante e, caso as peças fiquem encardidas, basta limpá-las com produto específico para que voltem a ter aparência de novas. A limpeza deve ser feita com máquina de pressão a jato e detergente neutro ou produtos específicos para pedras.

Um solário, espreguiçadeiras, mesa com guardasol. Não importa o que seja projetado ao redor da piscina, para garantir a segurança nesse espaço, um piso atérmico e antiderrapante é fundamental. Além disso, o material deve ter baixa absorção de água e ainda estar em sintonia com o revestimento interno da piscina e com a borda. "As opções são muitas, mas manter a harmonia em todo o projeto é fundamental. Se a casa é rústica, o entorno da piscina deve seguir a mesma linguagem. Por outro lado, uma construção moderna pede um entorno mais clean. As cores também devem combinar", explica a arquiteta Beatriz Dutra.



Mármore
Pode ser instalado na forma bruta, por ser antiderrapante. Bonitos e sofisticados, os mais indicados são o romano, o travertino bruto e o branco. O revestimento pode ser instalado com paginação variada e adaptado aos espaços. O polido não é indicado por ser mais liso e favorável a escorregões. A maior desvantagem do mármore é o custo elevado.




Madeira
O material é nobre e o efeito de um deque deixa o ambiente mais bonito e aconchegante. Porém, exige cuidados para que não se deteriore, principalmente quando exposto ao tempo. Para o entorno da piscina o melhor é optar por espécies de alta resistência como a itaúba ou a cumaru. Mesmo assim, para evitar problemas, a madeira deve ser tratada com verniz ou produto similar com proteção solar, caso contrário pode desbotar, lascar, empenar ou até mesmo apodrecer. O tratamento com óleos especiais e a reaplicação do verniz devem ser procedimentos periódicos. A madeira também pode ser prejudicada pela ação de cupins, por isso as superfícies devem ser protegidas por inseticida específico.




Granito
Deve ser usado em estado bruto ou apicoado, para que tenha características antiderrapantes. O material proporciona emendas bem posicionadas e paginação de acordo com o espaço. "O granito é uma pedra natural que imprime elegância ao espaço", destaca Roseana. Os profissionais indicam as cores Branco Paris, Branco Polar e Acqualux, que são menos suscetíveis a manchas. Para manter o granito sempre bonito é fundamental a impermeabilização com resina - ela evita manchas causadas por óleos e protetores solares. A manutenção exige apenas limpeza regular.


Cerâmica
Disponível em uma variada gama de opções, cores e tamanhos, a cerâmica se destaca pelo baixo custo, facilidade de manutenção e baixa absorção de água. Porém, ao optar pelo material é preciso ficar atento, pois ele pode ficar escorregadio quando molhado. "Para a cerâmica do entorno é fundamental escolher peças de superfície antiderrapante", ressalta a arquiteta Roseana Monteiro. Outras desvantagens são que a cerâmica não é atérmica e o rejunte pode encardir com o tempo. A manutenção é simples: basta limpar com água e detergente.


Concreto atérmico
O material não esquenta e não é escorregadio, mesmo quando molhado. "O resultado fica lindo e o material pode ser encontrado em diversas cores, tamanhos e formatos", defende a arquiteta Beatriz Dutra. Constituído de cimento branco e minerais refratários, possui uma superfície com furos que fazem as vezes de ventosas, aumentando a aderência. Além da facilidade de instalação e manutenção, o material apresenta boa relação custo-benefício. A desvantagem fica por conta dos tons claros que podem sujar facilmente - para evitar este problema a saída é usar resina protetora, que mantém a boa aparência do revestimento.


Portal Casa e Cia


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